"Inapelavelmente, há que se valorizar a palavra, na sua mais elementar forma, como na essência da perfeição do seu significado. Revigorá-la é um imperativo. Com o júbilo da coragem e do amor.
A palavra emerge. Viva. Desentranhada dos pensares de quem faz poesia. (Cavalcanti Barros)

"A poesia é a música da alma e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais". (Voltaire)

"A poesia está mais próxima da verdade vital do que a história". (Platão)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A última canção

Arlene Miranda


Posterização de imagem by Lou Correia

Nesta mesa de bar muitos lamentos,

Foram cantados por um sonhador.

Ao som do violão, em bons momentos,

Procurou abafar a sua dor.


Pensou ali achar felicidade,

Entre tragos, mulheres, boemia.

Envolvido em um véu de falsidade,

Uma dama da noite o comprazia.


Com o coração vibrante, sempre ativo,

Viveu aquele ser por tantos anos,

Buscando toda noite o bar festivo.


No ritmo de seus versos de paixão.

No afã de sufocar os desenganos,

Cantou a sua última canção.


Copyright © 2010 by Arlene Miranda
All rights reserved.

3 comentários:

MARIA disse...

Prezados amigos integrantes do \Movimento da Palavras.

Feliz por participar, embora esporadicamente, dos eventos do Movimento da Palavra, quero parabenizá-los por todo o sucesso obtido por todos vocês, pelo imensurável valor literário dos trabalhos constantes da Antologia editada que tanto engrandece a cultura alagoana e pelo Prêmio Literário merecidamente conquistado no Espia.
A vocês, os mais calorosos aplausos e os sinceros votos de sucesso da amiga que muito os admira, respeita e preza,
Maria Nascimento Santos Carvalho

Valderez de Barros disse...

Querida Arlene,
Nas mesas dos bares por aí afora, quantas histórias iguais a essa, se repetem!!! Nosa teus primorosos versos, senti a dor, a agonia, a ilusão dos que procuram se encontrar, e se perdem cada vez mais, sentados numa cadeira fria, que nem o álcool pode aquecer.
Mais uma vez me emocionas, com a beleza da tua poesia!!!
Mil beijos de carinho!!!

Arlene disse...

Querida Valderez, você tem razão. Muitos lamentos são feitos na mesa de bar; uma busca incessante e enganosa da felicidade. E, no final, decepcionados, os sofridos cantam a sua "Última canção". Grata pelo comentário, lindo, cheio de sensiblidade. Beijos da Arlene.