domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Imagem refletida
Sentei-me à beira
De um regato
De águas mansas,
Debrucei-me
Sobre ele e vi
Ali refletida,
A imagem de uma mulher...
.
O rosto jovem,
Sorriso nos lábios,
Cabelos longos,
Olhos verdes,
Brilhantes,
Cheios de ilusões,
Cheios de vida...
.
Quis tocá-la,
Mas as águas
Fizeram ondas
E aquela imagem
Se modificou...
.
Em seu lugar,
A imagem
Da mesma mulher...
Mas, sua tez
Já não tem
Tanto viço...
.
Seus cabelos
Já não são longos
Nem tão abundantes...
Seu sorriso
Já não é tão ingênuo,
Nem tão contagiante...
.
Mas, os seus
Olhos verdes...!
Ah, esses ainda têm
O mesmo brilho
Da imagem que se foi
E se perdeu no tempo...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Casa grande

fria, pálida e indolente,
recordo os momentos
de uma felicidade passageira.
Nossa casa grande de janelas azuis
refletia um sol brilhante, nas tardes de verão.
Quão belas tardes que juntos passamos,
cantando tuas canções e ouvindo tuas histórias.
Aquela casa grande ainda lá se encontra,
no meio de grandes jardins floridos e verdes...
Mas nosso passado junto se foi...
com tuas lembranças, uma felicidade passageira.
E teu retrato, mágica recordação,
não me deixa esquecer teu jeito, teu olhar,
teu sorriso sincero, aberto e branco como a neve.
Quantas saudades!...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Rosas
Eis as rosas que te trago,
úmidas, assim colhidas,
dentre as mais belas
dos jardins do tempo
por onde busquei
a vida inteira.
.
São muito especiais,
colhi-as ainda intocadas
pela brisa da anteaurora,
com dia não raiado,
para que o sol não as visse
antes dos teus olhos
recém-abertos.
.
úmidas, assim colhidas,
belas e perfumadas
pelo aroma doce
das orvalhadas
madrugadas primaveris.
Elas trazem o frescor
da tua imagem,
a maciez da tua pele,
a placidez do teu sonho.
Copyright © 2009 By José Alberto Costa
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Confidências
aos teus ouvidos,
já dormes, certamente...
Meus pensamentos
surpreendem-te
na tua cama,
no aconchego morno dos lençóis
que, neste instante
(e por enquanto)
substituem os meus braços.
.
Abraço-te forte, emocionada.
Num misto de paixão e ternura,
beijo-te o rosto,
os olhos,
os lábios...
.
Dormes calmamente,
doce menino grande,
nem percebes
os pensamentos e desejos
que me despertas...
Tu, perfeito poema de amor,
em inspiradoras confidências
dos versos que tento compor!
.
Copyright © 2009 By Lou Correia
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Orgia de dúvidas
Subjuguei o teu amor
tão cheio de ternura e pureza.
Em noite de solidão e lembranças,
abriste teu coração nobre.
Num momento de fraqueza,
não acreditei em ti.
Ah, quanta insegurança!
Não comandei meus pensamentos,
que na orgia das dúvidas,
fizeram-me perder um lindo amor!
Copyright ©2009 by Lys Carvalho
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Soneto ao luar
.
No clarão do luar, fulgor crescente
Detém-se em meu olhar, inesquecível,
Ele que encanta o coração da gente,
Ternura que seduz, imperecível.
.
Me fala do seu mundo tão distante
E das horas de amor que consolou,
Uma paixão atroz, alucinante,
Velando a ternura que restou.
.
A sua luz se espalha em negro manto,
Prata que ameniza um triste pranto
Eterna maravilha em negro céu...
.
Mergulho em seu clarão a fantasia,
E guardo n’alma a sua nostalgia,
Envolta na beleza do seu véu.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Homem menino
domingo, 27 de setembro de 2009
Dança
Não parem a valsa,
pois quero dançar,
com jeito ou defeito,
na nave voar.
.
Estranha a canção
que me enche de alegria,
envolve-me em sonho,
que doce fantasia!
.
Teus braços me enlaçam,
no meio do salão...
Desnudam meu orgulho,
atiçam meus desejos
deliro de paixão!
E é assim, sempre...
Copyright © 2009 by Sandredy Marzo
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quarta-feira, 23 de setembro de 2009
A espera
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Marcas

E está cansado de esperar
Um amor que não quer chegar...
Minha alma não sente os anos passarem
E nunca se cansa de esperar;
De querer, desrespeitosamente,
Desafiar o tempo e amar, amar, amar...!
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Vitória Régia
.
À noitinha, desabrochando, é branca,
É mais bonita à sombra do arrebol,
Em pleno lago expande-se a fragrância,
E é cor-de-rosa ao nascer do sol.
.
Rosa lacustre, pousa sobre o rio
Sua candura de beleza extática.
Boiando sobre a água, em desafio,
Impõe-se ao nosso olhar, enigmática.
.
Vitória-régia! Emoção divina.
Su’imensa doçura me fascina,
De encantos rutilantes esplendidos.
.
Folhagem curva esconde mil segredos.
Dos botos e das ninfas seus enredos
Se aninham eternamente em meus sentidos.
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Copyright © 2009 by Arlene Miranda
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Tempo perdido
Foi muito tempo perdido,
rondando, buscando espaço,
à procura de um sentido
para as coisas todas que faço.
.
Tentei gostar, criar laços,
brincar com o tempo, correr,
mas só, somente os teus braços
dão sentido ao meu viver.
.
Eis a razão porque agora
vivo a sofrer, a chorar,
sinto a vida perecer...
.
É que todo o meu ser te adora
e se não consigo te encontrar,
vejo o tempo se perder.
Copyright © 2009 By Lou Correia
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Lindos poetas
Tributo aos poetas do Movimento da Palavra
Quantos lindos poetas
que descongelam suas almas,
nas noites frias de inverno,
na beleza outonal, nas folhas caídas...
Lindos poetas
que falam dos perfumes da vida,
que se entregam nas lembranças,
desencontros nas esquinas da vida.
Lindos poetas
que deixam pegadas na areia
como marcas de uma partida, sem retorno.
Que em sinfonia inacabada,
impõem uma dança do amor.
Lindos poetas
que se encantam com as paixões virtuais;
que nas teclas frias viajam em emoções,
e na ânsia de olhares perdidos,
sentem palpitar o coração.
Lindos poetas,
que na paz de um íntimo definido,
encontram um abrigo.
Que no encontro do blues na madrugada,
inundam a alma com uma dança nostálgica a dois.
E numa vida reinventada colhem pedaços dispersos
das lembranças perdidas...
Lindos poetas,
que escondidos nas dores de amores,
pedem perdão com lágrimas sofridas.
E pelo tempo perdido de um amor,
na fome da esperança, um cálice da vida,
entregam a Jesus o sacrifício pela vida.
que gostam de falar de ansiedade,
de amor puro e singelo.
Gritam sempre afinados
por um amor verdadeiro.
Destemidos e alegres, parabenizam amigos;
imploram, em pedidos poéticos,
àqueles que esculpem a essência da vida,
natureza e todo um ser.
Lindos poetas,
que nos seus sonhos,
beijam bocas, olhos e atiçam desejos.
Falam da macieira, pondo no gesto a razão.
Em versos puros, acendem a fogueira
de aum ardente coração,
clamam por um amor, num gemido de saudade...
Lindos poetas que buscam,
no redemoinho de águas barrentas,
memórias que removem entulhos do ontem findo.
Que com suas mãos divinas percorrem, em sonhos,
uma imensidão de desejos.
Que com a lembrança das imagens,
procuram um espelho para sentir o outro.
Que gritam no silêncio, repugnando a imagem.
Lindos poetas,
que nas madrugadas frias,
sonham estar nos braços do amado,
desejando os prazeres do amor.
E a lua, sempre presente nos versos,
arrebata fortes emoções, palavras picantes,
lágrimas de fel e mel,
saudade de uma vida passada,
viagens adiadas e promessas não cumpridas.
Lindos poetas que mandam amores embora
dizendo não se importarem com a saudade...
No lirismo do brincar, mal-me-quer...bem-me-quer,
congelam as inspirações, como se possível fosse,
entre mantas e edredons.
Mas, a solidão deixa o gosto amargo...
Lindos poetas,
ao chegar das manhãs,
o sol torna a iluminar a vida
trazendo novas inspirações.
Um porto é sempre seguro,
quando as almas cansadas, carentes
buscam um abrigo,
aquele que acolhe as ilusões e,
sob a neve, apesar de paradoxal,
torna-se acolhedor.
E assim as águas correm sobre um rio canhoto;
com elas, correm as buliçosas memórias,
as doces mentiras, as deliciosas lembranças...
Lindos poetas, e agora?
A cálida voz soa alegre,
voa...e o coração escuta:
quantos amores existirão
nas almas libertas dos poetas?
Os sonhos, os desejos sempre
estarão na memória úmida...
Na noite alta,
concentram-se os pensamentos,
fantasias e desejos;
na quietude outonal, reflexão,
verdades desconhecidas.
E resta apenas a saudade,
ou a sombra de um grande amor perdido
ou a procura de um novo amor.
E, assim é, sempre...
Copyright © 2009 by Lys Carvalho
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Metade de mim
Metade de mim
Quer desistir de amar...
A outra metade
Procura, incansavelmente,
Se apaixonar.
.
Metade de mim
Se desilude deste feito...
A outra metade
Quer abrigar
Um grande amor no peito.
.
Metade de mim
É dor, sofrimento...
A outra metade
É vontade, teimosia,
É vida, é alegria!
.
Metade de mim
É indiferença...
A outra metade,
Esperança.
.
Metade de mim
É o que sou...
A outra metade,
O que em mim se esconde.
Copyright © 2009 by Valderez de Barros
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